quarta-feira, 27 de abril de 2011

Diabetes Mellitus


O DIABETES

Uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que 31,3% da população brasileira têm alguma doença crônica (doenças que se desenvolvem lentamente e tem longa duração). Estando esta entre as cinco mais freqüentes. O diabetes tem sido foco de muitos estudos na atualidade e um dos motivos é que este não escolhe uma idade certa para se manifestar.

A cada dia novos tratamentos surgem para cada tipo da doença, mas o que muitas pessoas necessitam é saber e entender como a doença funciona e como o corpo reage às alterações. A culpa nem sempre é do doce, dos bolos confeitados, do chocolate ou das balas, pois o nosso corpo também necessita de açúcar (glicose) para gerar energia. Mas é preciso bom senso e moderação, além de um acompanhamento com profissionais (especialistas) que indiquem o que está fora dos padrões.

Segundo o Drº Fadlo Fraige Filho, presidente da ANAD (Associação Nacional de Assistência ao Diabético) o paciente com diabetes precisa comparecer ao consultório médico a cada três meses em média, para que alguns exames sejam realizados, tornando o acompanhamento mais eficaz.

O que é o diabetes?

O Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio causado pela falta absoluta ou parcial de insulina no organismo. Isso ocorre quando o pâncreas, órgão responsável pala produção dessa substância, não consegue suprir a demanda e as células não absorvem a glicose, que nada mais é do que o carboidrato que se transforma na maior fonte de energia para o nosso corpo. Devido essa deficiência do pâncreas, ocorre à falta de insulina no organismo, logo ocorre o aumento dos níveis da concentração de glicose na corrente sanguínea, que pode causar muitas complicações no funcionamento do nosso organismo, inclusive o Acidente Vascular Cerebral (AVC), o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), insuficiência renal, amputação de membros e déficits na visão.

O Diabetes é uma doença traiçoeira. É possível viver muito tempo com níveis elevados de açúcar no sangue sem nenhum sintoma. Mas quando os danos se instalam, são irreversíveis.

Existem três tipos de Diabetes: Diabetes tipo 1, diabetes tipo 2, diabetes gestacional.

O diabetes tipo 1 é caracterizado pela destruição das células beta do pâncreas, que são responsáveis pela produção de insulina. É uma espécie de doença autoimune que surge quando o organismo não produz, ou produz quantidade insuficiente, de insulina.

O diabetes tipo 2 é conhecido como resistência insulínica, pois se trata de uma deficiência na produção dessa substância, associada a uma menor ação nas células onde ela age. Quando isso acontece, a glicose não é  convertida em energia, aumentando sua concentração na corrente sanguínea, por isso a resistência a insulina é dependente de fatores genéticos, em especial da presença da obesidade. Em alguns casos ao longo dos anos essa resistência a insulina esgota e as células beta para de produzir insulina.

Segundo a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) cerca de 60% a 90% dos portadores do diabetes tipo 2 são obesos. O diretor da SBD e endocrinologista, Drº Antônio Carlos Lerario explica que existe uma relação direta entre o diabetes e o aumento de gorduras no sangue.  O triglicérides e o colesterol (gorduras sanguíneas) constituem fatores de risco circulatório, pois associam-se a doenças do coração e o diabetes contribui para piorar a condição de saúde do indivíduo. Por isso, diabéticos do tipo 2, que normalmente são obesos, não podem ingerir carboidratos em excesso.

O diabetes gestacional é a alteração das taxas de glicose na corrente sanguínea durante a gestação e normalmente desaparece após o parto. Esta acontece geralmente devido ao estresse durante a gestação. Importante ressaltar que o diabetes gestacional apresenta maior risco de abortamento e possível má formação fetal, mas não há comprovação que o diabetes vai automaticamente passar para o recém nascido.


Cuidados importantes

Um dos principais problemas que o diabetes pode causar ao organismo humano é a Neuropatia (danos aos nervos), esta causa desconforto, dor, alterações digestivas, perda de sensibilidade tátil, impotência sexual e alterações circulatórias.

Por isso cuidados com a saúde dos pés é essencial. Como os nervos são responsáveis pela sensibilidade e essa complicação acaba os lesando, os pacientes começam a não sentir dor quando machucam, e nem sentem a temperatura das superfícies, em alguns casos é difícil até manter o equilíbrio do corpo.

A perda de sensibilidade nos pés é um problema sério no diabetes. A pessoa se machuca e nem percebe, porque o excesso de açúcar no sangue ataca os nervos e prejudica a inervação. Se o machucado não dói, você não cuida dele. Demora a cicatrizar, infecciona. Os casos mais graves, o pé e às vezes até a perna precisam ser amputados.

Portanto o controle da glicemia, a prática de exercícios físicos e a ajuda de medicamentos (sempre com orientação de um profissional), a dor possa se tornar suportável e os diabéticos possam levar uma vida normal.


Cuidados com os pés focados na Neuropatia

·        Examine-os diariamente e verifique se não há rachaduras, bolhas, cortes ou vermelhidão.
·        Lave-os diariamente com sabão neutro e água morna.
·        Enxugue-os bem, principalmente entre os dedos.
·        Não os coloque de molho em água quente.
·        Corte as unhas, com tesoura limpa e em linha reta, de forma que não fiquem muito curtas.
·        Não tire cutículas ou os cantos da unhas.
·        Não corte calos ou verrugas.
·        Procure não andar descalço.
·        Use meias de algodão, sem costura e sem elástico.
·        Use sapatos confortáveis e macios (mulheres evitem salto alto).
·        Visite um podólogo mensalmente.

Controle o diabetes

Os diabéticos podem sim ter uma vida normal, basta manter os níveis glicêmicos controláveis, fazendo dieta balanceada, praticando exercícios físicos regularmente, e fazer o uso correto da insulina, quando esta fizer parte do tratamento.

Porém não basta praticar atividade física e comer de forma irregular, ou fazer dieta e não usar de forma correta a insulina, quando esta for indicada.

Tratamento do diabetes

Os medicamentos indicados para o diabetes tipo 2 têm como objetivo melhorar a ação da insulina ou estimular o pâncreas a produzir  mais essa substância. Podendo ser realizado com medicação oral ou insulina.

Já no diabetes tipo 1 a glicemia é sempre controlada com o uso da insulina, não sendo possível realizar o controle através do uso de medicamentos orais.

Ressalto que o Sistema de Saúde Pública oferece benefícios aos diabéticos, facilitando assim o tratamento e controle da doença. O SUS (Sistema Único de Saúde) fornece insulina, seringas, medicações orais, e fitas de glicemias. Sendo que essa distribuição acontece conforme o tratamento do paciente.

Além da distribuição de medicamentos e materiais utilizados para esse controle, os pacientes diabéticos tem apoio multiprofissional, além de realizar exames periodicamente de glicemia, de avaliação da função renal e controle da Hipertensão (considerada pressão arterial alta).

Estes profissionais (médicos, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, nutricionistas) oferecem suporte clínico, orientação dos procedimentos e avaliação do progresso do tratamento e controle da doença.

Referências

·        www.diabetes.org.br
·        www.anad.org.br
·        www.globo.com/fantastico

Por

·        CUNHA, Amarildo de Souza. Graduando em Enfermagem – 9º Período – Pela Faculdade Pitágoras de Ipatinga – MG.

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